quinta-feira, 18 de março de 2010

Colesterol: entre vilões e mocinhos

Você sabia que o colesterol é "bom" ou "ruim" de acordo com a proteína que o acompanha? É isso mesmo, aquele velho ditado  "diga-me com quem andas que eu direi quem és" se aplica na biologia.

Há um  tipo de proteína conhecida como LDL, que em inglês significa lipoproteína de baixa densidade. Quando o fígado produz ou o intestino  absorve lipídios, o LDL se conecta ao colesterol e o transporta  para os tecidos. Isso acontece porque, ao contrário do que se pensa, o colesterol  é importante: ele é matéria prima para construir as membranas no interior das células. O problema é que a célula interrompe o recebimento de colesterol quando ele está em quantidade é excessiva e o LDL se oxida quando permanece no sangue. Veja no vídeo o que acontece quando o LDL oxidado se deposita nos paredes dos vasos sanguíneos:



Viu que legal o a formação da aterosclerose? Legal só a animação, porque no coração e no cérebro é um desastre: infarto e AVC.

Mas nem tudo está perdido: há uma outra lipoproteína, a HDL, que geralmente se liga à um tipo de lipídio especial. Ele tem um fosfato em sua molécula e por isso é chamado de fosfolipídeo - é bom prestar atenção nesse personagem porque voltaremos a falar nele quando mergulharmos na membrana plasmática. A HDL - sigla inglesa que significa lipoproteína de alta densidade - é capaz de capturar o excesso de colesterol do sangue e levá-lo para o fígado onde será excretado! Daí a fama de bonzinho...



















Para você não esquecer nunca mais: 

o tipo HDL é da alta e tem poder de capturar os vilões LDL!

Um comentário:

O Primitivo disse...

Algumas ideias sobre esta hipótese lipídica: http://www.canibaisereis.com/tag/hipotese-lipidica/