quinta-feira, 17 de setembro de 2009

À sombra do castelo


Hoje levei alguns dos meus alunos para uma visita à Fundação Oswaldo Cruz. Simone Kropf, historiadora, especialista em Carlos Chagas foi a nossa anfitriã e nos encantou com as histórias, com H maiúsculo, que ela descobriu ao se debruçar sobre os registros feitos por Chagas. É graças à esses documentos e ao entusiasmo de especialistas como ela que a história da ciência brasileira tem sido recontada e tem chegado ao ensino fundamental e médio. Tais histórias foram apreendidas pelos meninos da Escola Parque à sombra do castelo de Oswaldo Cruz. Sentados na escada, o grupo formado por alunos do clube de ciências e do ensino médio faziam perguntas do arco da velha. Simone quase sem tempo para respirar, foi tecendo sua teia de informações e depois nos acompanhou na visita ao castelo para conhecermos a exposição "Carlos Chagas".

Das lições deixadas por Simone, duas merecem destaque: não foi por acaso que Chagas fez a sua importante descoberta. "A façanha só foi possível porque a mente do cientista estava preparada para ela". Espero que meus pequenos e minhas grandinhas tenham entendido a mensagem e nunca se cansem de preparar a mente para as façanhas que a vida reserva. A outra lição, deixada por Chagas, diz respeito à melhoria da condição da vida das populações: uma saída não apenas para resolver o problema da doença de Chagas, mas para tantos outros males que nos assombram.

Os alunos do ensino médio que participaram da excursão, tinham um interesse específico: buscar subsídios para construir as monografias sobre o mito Chagas e seus principais colaboradores. Simone trouxe luzes preciosas para esses trabalhos porque também escreveu sobre os colaboraram de Chagas durante a tese de doutorado.
Se o objetivo da excursão era despertar o interesse pela ciência: missão cumprida!

Um comentário:

Educatual disse...

Também acho que a missão foi cumprida e que seus alunos levarão essa experiência por toda a vida.
É preciso desmistificar a ciência e colocá-la em seu lugar, com a devida importância, mostrando que as descobertas não são fruto do acaso, mas de anos de prerseguição!
Parabéns!
Um abraço.

Inês Saito
www.educatual.com