terça-feira, 30 de junho de 2009

Aprendendo Fotossíntese

Como os seres autótrofos conseguem produzir matéria orgânica a partir de gás carbônico? De que modo a luz pode ser usada como fonte de energia para esses seres?

A fotossíntese será nosso próximo tema de estudo. Seguem abaixo alguns vídeos que serão muito úteis para a compreensão desse processo.

Primeiro conheça os personagens envolvidos na fotossíntese:



Veja como o processo ocorre:



Conheça os reagentes e produtos da fotossíntese:




Aprofunde seus conhecimentos:

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um vírus educador


Desde quando ele estava entre nós, se espalhando rápida e silenciosamente, invadindo os corpos mais frágeis, viajando nas nossas secreções?

A notoriedade deu-lhe uma força explêndida: há quem queira parar tudo para vê-lo passar. Mas ele promete ficar e fazer novos Influenza-A-júniors, que viverão pouco, de seis a oito horas, mas intensamente.

Aos bandos eles seguirão pelas gotículas e só precisarão de um dia para se fazer notar , inventarão moda de máscaras e movimentarão o mercado farmacêutico, enriquecendo poucos e empobrecendo muitos com seu status de importado, supervalorizado, mesmo com letalidade e virulência semelhante à nossa velha pandêmica gripe.

Bom seria se toda essa força mudasse nossos hábitos e nos ensinasse bons modos como lavar as mãos, cobrir a boca para espirrar ou tossir, manter o ambiente limpo, não compartilhar objetos pessoais...

Influenza A (H1N1): setores da Fiocruz colaboram com o Ministério da Saúde


Com o aumento do número de casos da influenza A (H1N1) no Brasil e a consequente procura por informações sobre a doença, a Coordenadoria de Comunicação Social (CCS/Presidência) lembra que mantém no site da Agência Fiocruz de Notícias (www.fiocruz.br/ccs) textos atualizados sobre a enfermidade. O Portal Fiocruz (www.fiocruz.br) também reproduz os mais recentes informes sobre o tema em sua página. Outras informações podem ser obtidas pelo Disque-Saúde (0800 61 1997) do Ministério da Saúde (MS) e pelo Telessaúde (3523-4025) da Secretaria municipal de Saúde.

A Fiocruz participa das ações do MS relacionadas à influenza A (H1N1) por meio do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do IOC, um dos três do país credenciados a fazer os exames, e por meio do Ipec, um dos 62 hospitais nacionais de referência e que recebe pacientes encaminhados pelas secretarias municipal e estadual de Saúde.

Tesouros


A coisa mais importante para a maioria das crianças é ter companhia para brincar, brigar, sorrir, tocar ou simplesmente estar. Essa predileção deveria continuar na fase adulta. Afinal, nada tem muita graça quando não é possível dividir aquilo que nos soa como conquista. Quanto mais amplia a nossa capacidade de parecermos racionais, menor o tempo dedicado às pessoas que gostam de estar conosco - aquelas que nos percebem de fato e que desejam que fiquemos com elas "só mais um pouquinho". É assim que os nossos amigos de infância, inclusive aqueles que nos conheceram depois de adultos mas nos fizeram sentir como meninos, perdem-se nos labirintos da nossa memória. Não há mais tempo para eles porque estamos soterrados com pendências de trabalho, estudo, casamento e/ou filhos.

A implacável idade cobrará o nosso desleixo enchendo-nos com a rabujice típica de quem não encontra mais lugares, sabores ou outros brinquedos a serem partilhados. Enquanto é tempo, vale cuidar da flor...

domingo, 28 de junho de 2009

Flacidez na alma


Como é duro lutar contra a inércia e resistir à força sedutora que nos puxa para a cama ou para o sofá, principalmente quando estamos bem acompanhados! É preciso ter força e disposição para estudar para o vestibular, dar atenção aos filhos pequenos, corrigir provas, arrumar a casa... enfim, firmar o corpo, sem que o eixo se curve. Mas não há outro meio de prevenir as dores no corpo e o rombo no orçamento resultantes da falta de movimento e da coragem para fazer o que deve ser feito.

É tão fácil investir tempo em tolices e subestimar a nossa capacidade de criar e de executar projetos que poderiam revelar a nossa competência. Nesse domingão, desejo gana para reagir à debilidade dos programas que consomem tempo, dinheiro e energia.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sedução Poética


A poesia me seduz desde menina, entretanto, a ausência de uma formação específica inibiu o meu atrevimento poético. Mesmo assim, de vez em quando, não resisto. Hoje encontrei um velho caderno com registros desses momentos insanos. Segue um deles:


Tempo Fechado

Pingos caem no parabrisa
formando um mosaico
com as lembranças de nós dois

Novas cenas chegam
na velocidade do temporal que cai
simplicidade de um cotidiano que eu nunca pensei estar registrado

A umidade aqui dentro é maior que lá fora
o que virou passado, comove e corrói
distanciando-me do amor que um dia senti por mim

O limpador não remove as lembranças.
No mesmo espaço ocupam várias visões
Do tempo em que fomos um.

Relâmpagos destacam minha necessidade de proteção
somente os seus braços me dariam o que preciso
e seu cheiro me acalmaria

Será que não vai parar de chover você?
Estou com medo de não resistir
e me deixar levar por sua correnteza.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Uma França inusitada


Na última terça, estive na sede do Cinema Nosso, na rua do Rezende 80. Trata-se de um projeto maneiríssimo voltado para jovens de baixa renda que se propõe a criar meios para que tais jovens estudem e produzam cinema e animação. Aproveitei para participar da atividade cultural do dia: uma conversa com a simpática francesa Camille Wintrebert... Ela começou mostrando para os jovens um mapa com a localização de seu país e apresentando dados comparativos com o Brasil: "A França tem um território 15 X menor que o Brasil, embora tenha um terço da população brasileira". Na sua fala, Camille preferiu destacar o norte da França, com ênfase na cidade de Lille.

Ela nos contou que Lille, que já foi considerada uma cidade fria e feia pelos impactos da crise industrial dos 1970, é hoje um polo cultural importante. Camille exibiu várias fotos como as dos montes de resíduos da exploração de carvão que alteraram a paisagem do país, as das feira de Wazemmes, que nos pareceu uma espécie de Saara francesa, as dos gigantes do Norte: grandes bonecos que representam figuras típicas francesas, inclusive os personagens da lenda de Lyderic et Phinaert. Também vimos fotos do Carnaval de Dunkerque e nos supreendemos com a duração desse carnaval: 3 meses! Camille nos contou que essa festa foi criada no século XVI e festeja a longa viagem dos pescadores que embarcavam para uma viagem de seis meses, onde muitos não retornavam de seu destino. Por isso, até hoje as arrecadações das festividades são destinadas às ongs que atendem órfãos (naquela epoca, era solidariedade para viúvas e orfãos, hoje, pode ser qualquier causa de solidariedade).
Também nos impressionamos com a multidão que se aglomera na festa do tiro de arenques: quando o prefeito arremessa peixes defumado para o povo. Nos identificamos com a Braderie de Lille, outra feira tradicional muito semelhante à nossa feira de antiguidades da Rua do Lavradio. Além da venda das "quinquilharias", os franceses expõem seus montes de mexilhões. Trata-se de um concurso típico entre os restaurantes que servem batata frita com mexilhões para saber qual estabelecimento
consegue erguer a maior montanha de conchas. Camille não soube dizer qual o destino final de todo esse resíduo calcário.

Para falar de gastronomia, Camille preparou uma saborosa quiche com abobrinha e enquanto degustávamos, ela nos contou três versões da história das baguetes. A primeira delas, associada necessidade de produção de pão em grande escala durante a revolução francesa, quando a multidão pedia "pão para quem tem fome". A segunda, seria uma solicitação de um formato de pão, idealizado por Napoleão para facilitar o transporte durante as guerras e a terceira, associada à velocidade da produção quando as leis trabalhistas exigiam que os padeiros só começassem seu trabalho após 'as quatro da manhã. Ainda sobre os pães, Camille nos contou que os franceses acreditam que os pães virados para baixo causam má sorte. Quando os pães estão nessa
posição, são chamados de "pão de carrasco". Isso porque, era comum usar a estratégia de virar os pães para separar os destinados aos carrascos. Ela nos disse também que a região é um polo importante de produção de cervejas artesanais e nos mostrou exemplos de garrafas e copos usados para esse consumo. Lille segue investindo no potencial cultural local, desde 2004, quando foi a capital européia da cultura. A conversa foi ótima e a quiche também. Mas melhor ainda foi rever as amigas dos tempos em que trabalhei com formação de público para cinema no Grupo Estação. Ah que saudade!

Para quem ficou com água na boca, Camille mandou a receita:

A receita da Quiche : (disculpe os erros de vocabulario, o vocabulario de cozinha e muito especifico...)

Massa :
250g de farinha
125g de manteiga mole
um pouco de agua

Incorporar a manteiga na farinha com as maos, por um pouco de agua para conseguir fazer uma bola com a massa.
Botar na geladeira e deixar uma hora.
Depois aplanar para que seja bem fina e colocar numa forma redonda untada com manteiga,
repicar com o garfo para a massa nao encher no forno, e cozer ate ficar um pouco dourada.

Em cima :
- cozer duas abobrinhas numa panela com um pouco de agua, colocar os pedaços encima da massa
- botar pedaços finos de queijo (normalmente queijo de cabra... Aqui usei queijo minas)
- cobrir com uma mixtura de 2 ovos e um pouco de leite batidos com um garfo...
- sal, pimenta, ervas (oregano...)

Botar no forno, e cozer ate que fique com cara boa e dourada!
Comer quente com alface + vinaigrette!

Pode trocar abobrinhas e queijo por qualquer ingrediente, verduras, presunto, peixe, etc...

terça-feira, 23 de junho de 2009

ENEM e Vestibular podem enganar

Os resultados das provas de vestibular e do ENEM costumam ser usados para atrair novos alunos. Mas afinal, o que eles querem dizer na prática? A escola que se destaca é necessarimente a melhor escola para os nossos filhos? Será que as primeiras escolas do ranking primam pelo compromisso com o aprendizado e com a formação integral do sujeito ou será que tal instrumento induz a exclusão dos menos aptos que poderiam "manchar" a imagem da escola?

Sabemos que a escolha da escola não é tarefa fácil, mas usar exclusivamente o critério dos resultados de concursos pode ser uma armadilha. É melhor escolher uma escola que se identifique com o estilo da sua família e que tenha um compromisso com a aprendizagem, mas o principal é observar e ouvir o que o estudante tem a dizer sobre o ambiente escolar. Se tudo estiver bem, permita que seu filho construa uma história com os amigos, os educadores e até com as instalações. Se seu filho se tornar uma pessoa do bem e sentir saudades da escola é um bom incício de que você acertou na escolha.