quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Prefeito: Olhai a Lapa e o do Centro do Rio

Você conhece aquela música: "Foi um rio que passou na minha vida..."? Ela poderia ser a trilha às avessas desse filme:



As notídias que falam de choque de ordem promovidas pela prefeitura, remetem à história do Bota-abaixo. Mas me parece que Pereira Passos procurou dar uma embelezada ao centro do Rio. Se nosso atual prefeito pretende colocar em ordem o centro, sugiro que invista nesse pedaço da cidade que tanto me orgulha e tanto me envergonha. Pelo orgulho, escolhi a Lapa para morar. Mas me enoja andar pelas ruas tendo que desviar inclusive de fezes humanas. Se chover, o trânsito se transforma na sucursal do inferno.

Fala-se muito de revitalização da Lapa. Mas o que isso quer dizer? A Lapa recebeu nos últimos meses um número enorme de moradores do condomínio Cores da Lapa e todos os dias recebe novos investidores: dinheiro fácil para o município. Mas as ruas continuam vergonhosamente esburacadas e sujas e verdadeiras obras primas da arquitetura estão abandonadas. Prefeito, olhai por nós!

Consumidores em ação contra a Samsung

Quando as pessoas me ouviram ditando a reclamação sobre a Samsung para colocar aqui no blog, elas me contaram várias histórias tristes. Uma senhora me disse que já era a terceira vez que voltava à assistência e que em todas as vezes teve que se submeter ao tratamento vergonhoso: horas de espera para entregar o aparelho, horas de espera para buscar o aparelho. O aparelho deu defeito novamente? Começa tudo de novo! Eu levei quatro horas para ser atendida.


Também descobri que a autorizada da Samsung da Gomes Freire recebe todos os tipos de aparelhos - televisores, dvds players, impressoras, além dos celulares -  parece que esses são os campeões de reclamações. Ouvi dizer que hoje a loja estava até vazia (esperei 4 horas para ser atendida!) e que nos dias sem chuva, não se consegue caminhar dentro da loja.

Uma moça, Ana Rezende, resolveu solicitar um formulário de reclamações. Não havia. Claro! Então ela resolveu escrever de próprio punho a carta-reclamação acima e foi orientada por outra pessoa que aguardava na fila a xerocar tal documento e solicitar um carimbo de confirmação da entrega. Nesse documento ela apenas pede mais respeito aos consumidores e a maioria das pessoas que aguardavam quiseram assinar tal solicitação. Mas pasmem: a funcionária que recebeu essa reclamação se recusou à comprovar o recebimento e ainda foi grosseira conosco dizendo que não tinha a obrigação de confirmar tal recebimento.

Saí decepcionada com a Sansung mas feliz por não ter ficado quietinha enquanto me desrespeitavam como consumidora e como cidadã. Como lembrou Ana: para vender a Samsung é ágil, mas para oferecer assistência é tão lenta... A impressão que dá é que essa empresa espera que os consumidores desistam e joguem fora os equipamentos: para alguns profissionais fica mais barato descartar que perder dias inteiros na fila. Além do mais, lugar de lixo é na lata de lixo!



Antes de sair me despedi das pessoas que continuaram esperando e divulguei o blog, sugerindo que os presentes contassem aqui as histórias tristes que experimentaram ao optar pela Samsung.

Samsung nunca mais!



Estou na autorizada da Samsung a duas horas. Até agora apenas 7 (sete) pessoas foram atendidas. Não há cadeira suficiente para todos. E as pessoas que vem buscar o aparelho também tem que enfrentar a mesma fila.

A minha senha foi retirada às 12:42, e agora são 14:42. O número de minha senha é 98 e a última senha chamada foi 67.

Uma pergunta que não quer calar: Que horas sairei daqui? 

Essa quantidade de pessoas esperando indica pelo menos duas coisas: 1) Que os aparelhos estão com uma qualidade duvidosa; 2) Que não há o menor respeito com o consumidor da Samsung.



Silvania Santos
digitado por Luis Santos

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Resultado & Luta


A escola deveria ser um lugar para se aprender que se queremos resultado, temos que batalhar por ele. Mas talvez porque as instituições e os educadores sejam cada vez mais vítimas do medo, há quem aprenda que mesmo que não lute ao longo do ano, o resultado acaba vindo de qualquer maneira. Com isso, aqueles que são frágeis, academicamente, se enfraquecem cada vez mais. Como verdadeiros alunos - aqueles que não têm luz - não vivenciam verbos vitais como lutar, sonhar, insistir, acreditar, ousar, mostrar... Assim, cada vez mais insonsos, permanecem ausentes, ainda que presentes. Vítmas do medo, tais a-lunos apostam na mediocridade, mesmo quando podem ser brilhantes. Enquanto eles dormem com os olhos abertos, nós fingimos que estamos ensinando.

Para que o resultado, a aprendizagem, seja real é preciso disposição para lutar contra esse medo paralisante e contra a ignorância e ainda resistir à inércia e combater as inúmeras possibilidades de distração.
Penso que os maiores aliados da escola e dos educadores são os sonhos que os estudantes carregam dentro de si - daí a importância de sondar quais essas expectativas e mantê-las pulsantes. Quero buscar estratégias eficientes e simples, como dar voz aos sujeitos da aprendizagem: eles precisam contar o que funciona e o que não funciona e cabe a mim saber ouvir e mudar sempre que necessário.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Samba para cantar: solte a voz, o samba é a nossa nobreza!

Chega um momento em que temos que nos dividir em funções distintas. Até tentei colocar todos os assuntos de meu interesse no mesmo balaio, o AEDUCADORA. Mas quando se trata de sambas, eram tantos... Por isso resolvi criar um blog específico para colecionar sambas que marcaram a minha história: http://sambaparacantar.blogspot.com/. Nesse espaço pretendo colecionar os sambas que adoro cantar, incluir vídeos para estudar as melodias e incentirar meus visitantes a soltarem a voz. Apareça por lá também http://sambaparacantar.blogspot.com/!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A curiosa: adaptação da crônica de Nelson Rodrigues

Para a segunda Farra de Nelson, a apresentação da Turma do Dedé no Tablado, adaptei a crônica "A curiosa" de Nelson Rodrigues. Foi uma delícia contracenar com João Muniz e Fábio Lemos. Eis o resultado:
CARVALHINHO Muito bem, Serafim! Estás fugindo de Jandira?

Serafim sem graça.
CARVALHINHO Como é? Negas agora?


SERAFIM Vou te pedir um favor, um favor de mãe para filho


CARVALHINHO Fala.


SERAFIM Não comenta isso com ninguém, pelo amor de Deus! Nem com tua mãe!

CARVALHINHO Mas quer dizer que é batata?


SERAFIM Não! Sou amigo do Paiva e a Jandira é como se fosse minha irmã!





CARVALHINHO Você é um vigarista! Parei com o teu cinismo.


SERAFIM Não fale besteiras.


CARVALHINHO Você foi visto ontem, nas Laranjeiras, de braço com Jandira. Vocês andam se expondo muito. Cuidado!


SERAFIM Senta aí. Senta aí! Estou numa sinuca de bico!


CARVALHINHO Por quê?


SERAFIM Eu sou de fato um velho amigo de Jandira e do Paiva. Durante anos e anos, jamais pensei que ela fosse se engraçar para o meu lado.


CARVALHINHO Essa Jandira!


SERAFIM Foi só na festa que percebi a primeira insinuação. No dia seguinte ela me telefonou. Eu tentei resistir, juro! Mas quando dei por mim, já estava envolvido. Vê se pode! É ela quem tem a iniciativa, quem propõe os passeios. Quem dá os beijos.


CARVALHINHO (maravilhado) Não é nada sopa, hein?


SERAFIM É uma sujeira ignóbil. Sou amigo do marido, veja você! Amicíssimo!


CARVALHINHO Quer um conselho? Aproveita rapaz! Mete as caras! Mulher não se enjeita!


SERAFIM Estou me sentindo um canalha! Um patife. Isso não se faz! Se fosse um estranho, vá lá! Mas mulher de amigo é sagrada...



Serafim vai ao encontro de Jandira.


SERAFIM Você não vê que não está certo? Não está direito?


JANDIRA Quero e pronto!


SERAFIM Vem cá, explica um negócio: eu me lembro que, há pouco tempo, tinhas uns ciúmes danados do Paiva.


JANDIRA Ainda tenho.


SERAFIM Mas tem como? Se você não gosta dele?


JANDIRA Gosto sim. Quem foi que disse que eu não gosto do meu marido?



SERAFIM (atônito) Então que apito toco eu nisso tudo?


JANDIRA (pousando dois dedos nos lábios do rapaz) Não faz perguntas. Deixa pra lá. Eu estou aqui, contigo, não estou? O resto não interessa.


SERAFIM (mal humorado) Essa história está mal contada! Muito mal contada.


JANDIRA (dando tapinhas na face de Serafim) Também gosto de ti, bobinho!... Estás com ciúmes? (com crueldade) Mas não eras tão amigo dele? Não tinhas tanto chiquê?


SERAFIM (confuso) Aquela besta do teu marido! Tenho vontade de te bater, só de pensar que tu está à disposição desse cara!... Ele te beija muito? Te beijou ontem?... Te vê nua? Se ele soubesse que estás aqui comigo, hein?




JANDIRA (rindo) Saber como? Só se tu fores contar!


SERAFIM Tenho um lugar assim assim, discretíssimo. Vais lá?


JANDIRA Até que enfim! Como demoraste, puxa...


Eles vão para o canto do palco, Serafim tenta beijar Jandira e então ela se afasta.


JANDIRA Eu nunca fiz isso com ninguém, nunca!... Quero ver minha filha morta, se estiver mentindo!


Os dois começam se beijar.




JANDIRA Morde!


JANDIRA O que é isso?


SERAFIM Não é nada, eh... eh... só minha carteira.


SERAFIM Se gostas do teu marido, por que fizeste isso? Por quê?


JANDIRA O único homem que tinha me beijado, o único homem que eu, enfim, conhecia, era meu marido. … Eu quis fazer uma experiência... Questão de curiosidade.





SERAFIM Quer dizer que eu sou a experiência? Eu sou a cobaia? (desesperado) Aquela besta! Aquele cretino!


JANDIRA Não fale assim do meu marido! Eu não admito!

SERAFIM Falo sim! Idiota, palhaço! (segurando Jandira pelos dois braços) Agora vais me dizer, ouviste, qual foi o resultado da experiência. Diz!



JANDIRA (tranquila) O pior possível! Você não chega aos pés do meu marido. Foi a primeira e última vez. Daqui em diante, nem você, nem nenhum outro idiota, põe a mão em cima de mim... Só meu marido.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Trocando livros


olhe para a sua estante: há muitos livros esperando a sua boa vontade para lê-los? Talvez isso nunca aconteça. Simplesmente porque não é o que você deseja ler no momento, ou jamais! Então separe alguns exemplares para trocar, vá ao site trocando livros e se inscreva. Eu e meu marido fizemos isso e estamos fazendo trocas vorazes. Funciona assim: você inscreve livros e aguarda até que alguem se interesse por eles. Não demora muito e você recebe um e-mail  de um interessado. Após enviar o livro você conquista o seu primeiro crédito que poderá ser trocado por um livro da sua preferência. A única obrigação é colocar o livro no correio: a taxa de envio é baixa - de 4 a 6 reais. Faça circular seus livros e leia mais!