sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Princesas soltam pum?
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Em busca do personagem
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Música Popular de Biologia
O primeiro é bastante dançante e fala das briófitas: os primeiros vegetais que sairam do ambiente aquático e passaram para o ambiente terrestre:
Para falar das angiospermas Paulo Alexandre e Julinho Carvalhoessa fizeram uma música contagiante:
Os Angiospermas
E aí moçada, todo mundo conhece angiosperma?
Então vamos lá. Vamos cantar uma musiquinha aqui pra que todo mundo possa aprender.
Falou?
Mangueira ou laranjeira temos exemplos mil.
São todas angiospermas, só não sabe quem não viu.
Evoluídas que tem a semente envolvida pelo fruto.
Fecundação indireta ou direta e a flor pode ser completa,
que pode ter pétalas e sépalas e o receptáculo floral,
e ter pedúnculo, também o gineceu e finalmente ter o androceu.
O gineceu tem carpelo que é formado por estigma, estilete e o ovário.
E no androceu estame presente com antera, conectivo e filete.
Saco polínico na antera já vai os micrósporos formar, (por meiose)
e por mitose passam a ter dois núcleos, vão grão de pólen se chamar.
Mangueira ou laranjeira temos exemplos mil.
São todas angiospermas, só não sabe quem não viu.
Presença marcante é o fruto, semente ele cobriu.
Se não tiver o fruto, foi o fruto que sumiu.
Primeiro núcleo é o vegetativo, vai o tubo polínico formar.
Segundo é o germinativo, e dele dois gametas vão surgir.
E os dois gametas que surgem então, os núcleos espermáticos serão.
Esses gametas que tem por função fazerem a dupla fecundação.
E no estigma o grão de pólen, portanto, já vai se fixar,
o tubo polínico chega no óvulo que dentro do ovário vai estar.
Mangueira...
Dentro do óvulo tem oosfera no saco embrionário
e bem no meio dois núcleos polares também serão fecundados.
Núcleo espermático com oosfera surge o zigoto então.
Ele é diplóide e vai por mitoses originar embrião.
Outro espermático fecunda os polares, surge o endosperma 3n,
semente é o óvulo que foi fecundado, o fruto do ovário é formado.
Mangueira...
Ô ô ô ô chalalalalá (bis)
Agora você já aprendeu sobre as angiospermas.
Não vai errar nenhuma questão, hein!
Letra: Paulo Alexandre / Música: Julinho Carvalho
No próximo vídeo, um professor canta o complexo processo da fotossíntese:
Como não encontrei a letra, vou tentar transcrevê-la:
Na madrugada não rola nada precisa luz pra começar
Os tilacóides na fase clara gera ATP, NADP e 2H
A luz que chega, libera água e O2 vai liberar
Libera elétrons e energia
Pra fase escura utilizar
Mas essa fase clara é só preparação porque é lá no estroma que rola a redução
O CO2 do ar e glicose utilizar
prá isso acontecer, então agora eu vou cantar
Entra CO2, usa ATP, NADP, prá glicose fazer (bis)
Na madrugada não rola nada precisa luz pra começar
Os tilacóides na fase clara gera ATP, NADP e 2H
A luz que chega, libera água e O2 vai liberar
Libera elétrons e energia
Pra fase escura utilizar
É mole prá caramba aprender com o pancadão
O O2 vem da água não é do CO2 não
A água doa elétrons
Energia vem da luz
é lá dentro do estroma que o carbono se reduz
Entra CO2, usa ATP, NADP, prá glicose fazer (bis)
Para onde vamos educadores? Vamos ao encontro de Gente
Mais que da tecnologia gosto de Gente. Gosto de ver e ser vista, de ser estimulada e estimular e, principalmente, de me sentir considerada pelo que falo ou faço. A máquina não permite isso, pelo menos ela não me convence facilmente que é capaz de interagir comigo nesse tão caro nível de intimidade.
Se não existisse vestibular, eu ensinaria, prioritariamente, as coisas que vivenciei. Contaria histórias dos meus estágios com tartarugas marinhas ou com criação de insetos para o desenvolvimento de inseticidas naturais. Falaria de coisas que eu vi quando acompanhei o trabalho de biólogos que pesquisam onça, insetos, barbados e peixes no Parque Estadual do Rio Doce ou buscaria novas vivências, de preferência levando os alunos comigo, encorajando-os à investigar. Partiríamos como arqueólogos que pincelam pacientemente as camadas do solo em busca de um tesouro escondido.
Certamente eu misturaria biologia com arte, encenando dinâmicas celulares ou ecológicas. Produziria filmes incentivando os alunos à atuarem como diretores, editores, atores e/ou críticos. É possível que os alunos ficassem ainda mais interessantes se eles ganhassem ainda mais liberdade e estímulo para criar. É possível também que os professores fossem re-descobertos por seus alunos que passariam a encará-los como alguém importante, no sentido de fazer algo que importa e não simplesmente repetir o que está no livro didático. Sem a pressão do vestibular, teríamos mais tempo para aprofundar conhecimentos e poderíamos trilhar novos caminhos. As editoras perderiam suas galinhas dos ovos de ouro: simplesmente porque não haveria a obrigatoriedade de um único livro na turma. Ao contrário, a diversidade seria valorizada. Os alunos e professores discutiriam citando diferentes autores e a verdade absoluta sairia de vez de cena.
Felizmente, mesmo que o carcará vestibular continue nos assombrando, a Escola Parque tem sido um lugar onde eu posso dar asas à essa utopia, principalmente no primeiro ano e no clube de Ciências. Ousar, assim como navegar, é preciso.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Você quer tocar violão?
Olha só as pérolas que encontrei:
terça-feira, 4 de agosto de 2009
uma pequena educadora
Houve um tempo em que eu temia me despedir dela. Eu não dava conta de sair e vê-la chorando. Até que um dia uma outra mãe, que nem me conhecia direito, foi dura comigo: você precisa ser honesta com a sua filha! A partir daí, passei a agir com naturalidade ao dizer: agora a mamãe vai trabalhar. Não demorou para que ela aprendesse a se despedir com um sorriso: vai com Deus, mamãe. Crianças aprendem tão rápido!
Na noite passada, Luisa teve febre. Meu marido levantou diversas vezes para medir a temperatura. Pela manhã ela estava fraquinha, como se a febre estivesse consumindo a energia daquele corpinho lindo. Felizmente, agora ela está bem. A febre baixou, mas não desapareceu por completo. Mesmo assim, ela está feliz brincando. Crianças se recuperam tão facilmente!
sábado, 1 de agosto de 2009
Negligência com as Grávidas: um problema nosso!

As reportagens sobre as grávidas que morreram vítimas da gripe A remetem-me às aulas de Michel Odent. Ele defende que a sociedade deveria ter como prioridade máxima a proteção das gestantes. Isso porque, segundo ele, o período primal - que começa na concepção e segue até o segundo ano de vida - é decisivo no desenvolvimento da capacidade de amar do sujeito. Imagine o que aconteceria com os índices de violência se conseguíssemos gerar cada vez mais pessoas com elevada capacidade de amar!
Na semana passada, estive péssima: passei vários dias gripada e na quinta-feira acordei com a cabeça estourando, uma tosse seca forte, dor no corpo e muita secreção: coriza e lágrima, além de febre. Como tinha acabado de chegar de Balneário Camburiú e lá, os argentinos estão por toda parte, fiquei preocupada e resolvi ir ao médico. Chegando no Copa Door, fomos prontamente mascarados e encaminhados para um anexo do hospital. A médica ouviu meu relato e avaliou que eu não estava com a gripe A, mesmo sem fazer o exame específico. Quando eu questionei, ela disse segundo o protocolo, apenas os doentes com sintomas críticos poderiam ser encaminhados para o exame. Eu ouvi espantada porque o que poderia ser mais crítico que tudo aquilo que eu estava sentindo? Mesmo assim, fui encaminhada para a área comum do hospital para fazer exames de raio x de face e tórax. Como esses exames deram normal e o médico me prescreveu novalgina e me mandou de volta para casa.
Eu ainda não estou 100%, mas sinto que o ciclo da doença está chegando ao fim. É provável que eu não esteja grávida, mas se eu estivesse, ninguém investigou essa hipótese ao me examinar no hospital. Se em hospital particular, com paciente esclarecida e questionadora o atendimento não primou pela certeza, imagine nas precárias situações da maioria dos hospitais públicos brasileiros! O relato das famílias das gestantes que morreram também mostram sinais de negligência nos hospitais onde elas foram atendidas. Quem será responsabilizado por essas vidas que foram perdidas em um momento tão importante? Agora, quem poderá amar esses filhos como suas mães amariam? Quem irá amamentar essas crianças? Quem cantará para elas? Quem acordará todas as noites e mesmo exausta poderá acalantar esses corpinhos frágeis? Certamente não são os profissionais que se limitam em seguir protocolos.