sexta-feira, 15 de maio de 2009

O sabor da voz

O Tablado oferece para seus alunos uma oportunidade única: fazer aulas de coral com a atriz e cantora lírica Sônia Dumont. Como essa aula acontece no mesmo dia em que eu mergulho nas viagens do meu maravilhoso professor de teatro André Mattos, aproveito a oportunidade e fico até mais tarde para pertencer a mais um grupo especial. Na última aula, entre uma câimbra e outra - eu estava exausta - fiquei olhando para aquela pequena mulher e pensando no privilégio que é ter uma excelente educadora. Ela não se satisfaz em tocar para que a turma cante: isso qualquer um faria. Antes das canções, nos concede a oportunidade de identificar o espaço da voz e aprender as técnicas de Alexander para que usemos corretamente o nosso potencial vocálico. Sônia é muito dedicada: envia por e-mail, para a turma, as letras e as músicas em mp3 para que possamos estudar ao longo da semana e no primeiro momento da aula, ela cuida individualmente dos alunos para que todos percebam no corpo, a vibração da voz e possam saboreá-la com intensidade. Valeu Tablado! Obrigada Sônia!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dividir a conta?

Certo dia, observei em silêncio um grupo de amigos discutindo o pagamento de uma conta no bar. Da minha mesa, como quem assiste a um filme, percebi que apenas um dos casais de namorados não dividiu a conta. Eles pareciam deslocados, principalmente quando ouviram alguém dizendo em altos brados, como quem pede platéia: vocês mulheres, não exigem direitos iguais?

Não pude deixar de reparar que o homem que disse isso estava mal vestido e com a barba por fazer, enquanto sua acompanhante tinha as unhas e os cabelos impecáveis e estava muito bem vestida. Fiquei pensando: que direitos iguais são esses? Será que eles dividiram o salão de beleza e os custos da roupa dela?

Felizmente não vivi experiências constrangedoras como essa enquanto eu namorava. Lembro-me apenas de uma ocasião, quando no restaurante um moço que me convidou para sair me pediu uma "intera". Soou estranho para mim que estava bem acostumada com homens que me levavam a lugares especiais e pagavam a conta como se declarassem: você vale à pena. O moço da intera me perdeu, não por ser pobre, mas por não ser adepto ao trabalho: o que para mim é um defeito grave.

Não se trata de romantismo, embora esse elemento continue fundamental no namoro contemporâneo, mas de pensar que um encontro não começa quando a mulher entra no bar ou em outro espaço de encontro. Mulheres que se apresentam belas, costumam investir alto nos preparativos. Se você é homem, visite alguns salões e repare nos valores expostos e verá como a beleza custa caro. Felizmente, alguns homens passaram a frequentar salões e também ficam belos para a namorada - é possível que esses não peçam a "intera".

É claro que existem mulheres que ganham mais que os homens, mas quando se fala em gênero, o mercado de trabalho é ainda desigual. Ganhar bem menos que meu marido já me incomodou mais, até que encontramos uma estratégia interessante para burlar as diferenças salariais: 70% do que ganhamos é um dinheiro comum, que chamamos da casa. O restante é nosso dinheiro. Sabe de onde sai a grana do salão de beleza - que chamamos carinhosamente "vale-salão"? Do dinheiro da casa. Afinal, a minha apresentação é algo para toda a família desfrutar.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Você sabe a razão do nome "Gripe suina"?



Se você assistiu a reportagem, compreendeu as razões, mas atenção: se quiser mostrar que sabe, é melhor referir-se à essa doença como "gripe A (H1N1).

Essa nova nomenclatura, dada pela Organização Mundial da Saúde, atendeu à pressão da indústria da carne e de governos dos países envolvidos na epidemia.


"Trocamos a denominação de gripe suína pela de gripe A (H1N1) porque o vírus é cada vez mais humano e cada vez tem menos a ver com o animal", explicou Dick Thomson, porta-voz da instituição.

"Recebemos muitas consultas de associações de animais e produtores questionando o nome, e finalmente decidimos trocá-lo", completou.

Como você viu na reportagem, o vírus da doença é semelhante à vírus encontrados em gripe suína. O H1N1 se derivou desse vírus por mutação, mas só foi encontrado em humanos. Nenhum porco pegou a doença até o momento. Embora a OMS afirme repetidas vezes que a doença não pode ser contraída ao se comer carne de porco assada, a confusão com o nome desencadeou o veto na importação de carne de porco do México e dos Estados Unidos, onde a epidemia apareceu. O governo do Egito ordenou o abate de porcos por temores da gripe e isso soou como uma atitude precipitada por desinformação, mas lidar com porcos aumenta as chances de contágio, embora comer carne não traga riscos.


A doença, surgida no México tem sintomas semelhantes à da gripe comum: febre, letargia, falta de apetite e tosse, mas assusta pelo crescente número de casos confirmados pelo mundo e ameaça se transformar em pandemia (epidemia de alcance mundial). A constatação de que uma pessoa pode transmitir o vírus para outra, aumentou a preocupação com a doença. No Brasil, viroses de maior alcance como a dengue não recebem a mesma cobertura na mídia. Essa é uma boa questão para você tentar explicar.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mosaico fluido

Muitas são as formas de ensinar sobre a membrana plasmática. Mas essa animação é uma excelente vitrine para que os alunos compreendam um pouco mais sobre o envoltório celular. Imperdível!

Anime-se

Achei que essa apresentação poderia interessar aos amantes da animação:



Se você também é fã, busque na memória os momentos de alegria que você viveu assistindo as animações do passado e do presente. Depois me conta!

MPBbaby

Encontramos uma pérola no Orkut: MPBbaby. Trata-se de uma animação super simpática que narra cantigas tradicionais como “Sapo Cururu”, “Samba Lelê”e “Peixe Vivo", deliciosamente dedilhadas ao violão. Já encontrei à venda o cd na livraria Malasartes no shopping da Gávea, mas nunca encontrei o DVD. Se eu tivesse encontrado, certamente teria presenteado à outras crianças para que elas tivessem a chance de curtir e cantar junto, como a Luisa faz. Seguem três exemplos para vocês se deleitarem:






domingo, 10 de maio de 2009

Os filhos são nossas heranças

Dia das mães é um dia para sermos mimadas porque geramos alguém, mas também deveria existir o dia do filho para termos a chance de agradecer e homenagear aquele ou aquela que nos desperta uma sensação gostosa de competência. Faço parte daquele grupo de mães que olha para a cria e se sente agraciado. Não há presente maior que esse: abraçar um pequeno corpinho que diz: Mamãe... eu quero mamar ou simplesmente: eu quero você.